domingo, 17 de dezembro de 2017

Blogmas 2017: Escolhas e o conceito individual para a felicidade



  Quando eu era pequena, tinha o desejo de me casar e ter muitos filhos. A medida que fui crescendo e chegando na adolescência, comecei a repugnar a ideia de me unir a outro alguém. Há pouco mais de um ano, depois da minha conversão, retomei o desejo de formar uma família, o que mudou muito de uns tempos pra cá.
  Eu tenho 19 anos e enquanto assisto alguns de meus amigos desesperados para encontrarem alguém, percebo outros correndo na direção oposta. Quando me converti e comecei a entender mais a respeito do casamento, acabei me sentindo mal por estar sozinha. A culpa disto não estava na Bíblia ou nos devocionais que eu fazia, mas na forma como eu enxergava o matrimonio.
  Eu pensava que estar com alguém era o pré-requisito para estar bem e plena, tanto com o Senhor como comigo mesma, o que não é nenhum pouco verdade. Deus planejou algo para cada um de nós e acredito que Ele não se alegre nenhum pouco ao ver seus filhos invejando as vidas uns dos outros. Paulo serviu ao Pai até o fim, mas este nunca se casou, o que não o tornou menos cristão ou menos amado por Deus.
  A Bíblia nos ensina que devemos nos alegrarmos no Senhor e buscarmos servi-lo de todo o nosso coração, e em nenhum momento é dito que só o faremos depois do casamento. Eu já ouvi pessoas dizendo que a mulher foi feita para o homem e vice versa, entretanto eu discordo bastante disso. Acredito que fomos feitos para sermos os melhores seres humanos que conseguirmos ser, buscando sempre ajudar e cuidar dos que nos cercam, tanto quanto cuidamos de nós mesmos.
  Uns se casarão aos 18, outros aos 35; Alguns farão mestrado e doutorado no exterior, enquanto outros não colocarão os pés fora de sua cidade natal; Haverão os que terão quatro filhos, e os que não terão nenhum; Mas em cada escolha e projeto de vida, existirão as suas vantagens. Ao invés de sofrer por não estar em outra fase da vida, aproveite ao máximo, de forma saudável, a fase na qual você se encontra agora. Não se preocupe em pular etapas de sua vida, pois é possível ser feliz em cada uma delas.
  Esteja você solteiro, namorando, noivo, casado, viúvo ou divorciado, não espere alcançar outro patamar para tentar ser alguém melhor, mas o faça hoje. Se você for cristão, aproveite este momento para servir ao Pai e buscar se preparar para cumprir os projetos que Ele tem para a sua vida; Se não for, use este período para se cuidar, realizar os seu projetos e metas de vida. Estar sozinho não te impede de ser feliz e completo, tanto quanto estar em um relacionamento não te impede de correr atrás de seus sonhos. 
  Antes de invejar a grama do vizinho, regue e cuide da sua, pois esta tem potencial para ser tão boa, ou até melhor do que a do outro. Não somos seres incompletos mas inteiros, então estar sozinho ou acompanhado não deveria interferir na sua busca pela felicidade ou pelo amor próprio. Mudar de estado civil não é um atestado de beleza e capacidade, pois aquele seu amigo comprometido pode ser tão inseguro quanto aquele que não está. 
  Existe uma frase por ai que diz: “Se você não se amar, ninguém o fará”, como se a sua falta de amor próprio interferisse no sentimento que as pessoas desenvolveriam por você. Só que independente do quanto você se ame, as pessoas vão continuar te amando, pois você é um ser fantástico, digno de todo amor e admiração do mundo. A sua falta de autoestima apenas pode prejudicar a maneira como você devolve o amor recebido, talvez te impossibilitando te se relacionar de formas saudáveis. Então, quando quiser incentivar alguém a se amar, nunca a faça sentir como se ela não fosse capaz de ser amada, se não trabalhar suas inseguranças primeiro. Todos, sem exceção, devem se amar e gostar de si mesmos, para conseguirem manter relacionamentos saudáveis e recíprocos. Todavia, para isso ninguém deve se julgar como alguém incapaz de ser amado.
  Se a garota está namorando aos 17 e pretende se casar aos 19, se o cara quer ficar solteiro até os 30 ou se alguém quer ter filhos aos 40, ninguém tem nada a ver com isso. A forma como as outras pessoas decidem viver não deveria ser um problema para ninguém, pois cada um compreende melhor o seu significado de felicidade, e não é a minha ou a sua opinião que deveria importar, mas o julgamento individual de cada ser humano. 
  Eu, por exemplo, neste momento pretendo estudar, trabalhar, viajar e cuidar de minha saúde como um todo (espiritual, psicológica, emocional, física e financeira). Estar com alguém não me impediria de cumprir com os meus projetos, todavia pretendo continuar sozinha por mais algum tempo, e isto é minha escolha. Talvez, no futuro eu encontre alguém e acabe me casando, ou não. Quanto a filhos, eu amo crianças, mas não sei se eu seria uma boa mãe, por ser uma pessoa muito estressada. Então por mais que eu me encante com a maternidade, por agora decidi que não pretendo ter filhos e isso não faz de mim menos mulher ou menos cristã. Porventura faça de mim mais humana, pois não é em mim que penso, mas nas crianças. Acaso, daqui um tempo, eu mude de ideia (novamente), mas atualmente as únicas crianças que vejo em meu futuro, são os meus alunos.
  E as minhas escolhas e definições de sucesso não são melhores ou piores do que as da garota que quer se casar e ter cinco filhos, pois isto depende apenas e exclusivamente do julgamento individual de cada uma, e não das opiniões alheias. Continuo vendo o matrimonio e a maternidade como criados e abençoados por Deus, mas assim como alguns são ungidos para o matrimonio, outros são para a solteirice, e todos podem ser felizes, cada um a sua maneira.
  Independente da sua religião ou dos seus valores, se preocupe em cuidar do seu jardim para aproveitar aos máximo os frutos do período no qual você se encontra agora. Não sabemos o que se sucederá no futuro, então se foque em dar o seu melhor como ser humano e em buscar a sua própria felicidade. A vida não se resume em encontrar a sua metade, mas em ser uma pessoa que nasceu completa, e que ao conquistar coisas e realizar sonhos, transborde alegria e plenitude por onde passar, independentemente de seu estado civil, posses, quantidade de descendentes ou da profissão escolhida. Afinal, porque esperar para ser feliz amanhã, se você pode o fazer hoje?

NEVES, G. L. L.




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