sábado, 11 de novembro de 2017

Heterônimos e meus pedaços inteiros


            Boa tarde. Como estão? Eu estou ótima. Eu venho avisar que a partir de hoje, não serei a única a compartilhar textos aqui no Blog, terei quatro belíssimas companheiras. Se lembram que na última postagem estava escrito que compartilharia as minhas cinco partes/personalidades? Bom, eu gosto de enxergá-las como meus heterônimos, como pessoas separadas, com seus próprios dilemas. Mas que juntas formam a bagunça que é este lado do paraíso, também chamado de minha vida.
Caso estejam confusos, vou tentar simplificar: a heteronímia e a pseudonímia são artifícios utilizados por alguns escritores para esconder sua verdadeira identidade, proteger a vida pessoal e até mesmo para escrever sob diferentes nomes e diferentes personalidades.

Pseudónimo quer dizer «nome suposto ou falso em geral adotado por um escritor, artista... para assinar as suas obras». Assim, Miguel Torga é o pseudónimo literário de Adolfo Correia da Rocha.
Heterónimo (e não "hetenónimo") é «personalidade criada por um escritor, com mundividência e carácter próprios (alguns até possuem suas próprias data de nascimento, óbito, modo de ver o mundo)». Alberto Caeiro é um dos heteró[ô]nimos de Fernando Pessoa.
Ortónimo é o nome real, verdadeiro, por exemplo desse escritor (o ortónimo de Alberto Caeiro é Fernando Pessoa).

            Para sanar por completo todas as dúvidas, clique aqui, para obter uma melhor explicação. Aqui há uma carta de Fernando Pessoa para Adolfo Casaes Monteiro, falando sobre os seus heterônimos. Mas antes que surja a pergunta, eu mesma a farei: “Porque criar heterônimos?”. Na verdade, estas moças já existiam. Eu apenas vivia em completa confusão, tentando ser sempre todas, ou até mesmo nenhuma. Por terem diferentes modo de ver o mundo, eu acabava confundindo as pessoas, e muitas vezes até a mim mesma, tentando me posicionar diante de determinada situação. Já eu estava há mais de um mês, pensando em uma forma de explicar essas diferentes partes de mim, resolvi deixar que as mesmas se apresentem.
Espero que possam ter tanto carinho por elas, quanto tem por mim. Fiquem agora com o texto e a playlist do meu primeiro heterônimo, Luna García.

Neves, G. L. L.

2 comentários:

  1. Eu tenho quatro heterônimos! Mas no momento estão pausados huahua
    Muito bom que você dê voz à esses seus lados!

    Com amor, ♥ Bruna Morgan ♥ ~

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É importante sermos sempre nós mesmos. Seja apenas um, ou cinco, todos os nossos pedaços, inteiros ou quebrados, devem ser considerados.
      Obrigada pelo comentário, você deixou o meu dia ainda melhor ♥

      Excluir